quinta-feira, 9 de julho de 2015




Ligo a TV e deparo-me com um tipo a impingir um produto qualquer, diz que como cereja no topo do produto está um premio de mil euros. Não consigo entender como se gasta tanto tempo com tanto lixo. Prefiro agarrar momentos em que o tempo para, levo minha cadela a passear confiro-lhe personalidade, identidade a medida do que merece e é bem mais que muita gente. Num trato igual que ela tão bem entende, o que torna cada passeio nosso único, e cada momento exclusivo. Isto tanto para mim como para ela vale bem mais que os mil euros, ou os “N” produtos que se empilham nestes mercados perdidos no tempo de quem ainda tem  tempo a perder.

Aladin Van-Dunem

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Terra cósmica

Vivemos em plena agitação cósmica e planetária. Tudo se abate sobre nós, um luminoso e fantástico ponto no cosmos. Está agora em combustão com nossos: medos e conceitos deformados, a partir do que entendemos como certo  e nos leva a aparente civilidade da loucura… Deslizamos sem rumo ou freio num cosmos imenso. É uma vertigem sem tempo, feita de estrelas, misturadas com guerras e gritos aqui da terra.



Deus criou. O homem reproduz. Eu observo e aprendo. Porém como tudo provém por intermédio da palavra. E a palavra é: amor. Quando produzo é em pleno acto de amor. 

Aladin Van-Dúnem

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Quem habita o céu?








O pássaro morre ao nascer o dia, morre sem pedir licença, tão pouco agradece ter sido salvo no dia anterior, toda a brevidade de sua existência tocou-me mais que perde-lo. A forma inesperada da morte prende-se a seus olhos negros, os meus contemplam o que resta de vida nele, o peso e a fragrância da vida ainda pairam em minhas mãos, faço uma oração na minha língua pura para o deixar partir. 

Aladin Van-Dúnem







terça-feira, 19 de maio de 2015

Quem habita o lago?




A areia escorrega ligeira entre dedos, aquela sensação genuína e única, presa à infância de quando nos embrulhamos na areia e não temos de justificar nossa existência a ninguém.
Escrevo entre migalhas, escrevo sempre que pressinto perder algo. 
Escuto uma sinfonia de:  Mozart e penso: as grandes obras
 fazem-nos sentir o cheiro e força do mar, a vida que se agita nos campos, as cachoeiras a perder de vista, o cipreste gigante, a tâmara e a frescura do primeiro amor. Só elas se eternizam no tempo pois permanecem subtilmente enlaçadas em nossas mais intimas emoções...
Por vezes está tudo tão desarrumado, desalinhado, que nos prendemos a qualquer fio de pensamento só para nos situarmos. Está tudo tão solto, tão despegado e distante que nos sentimos cheios de nada que nos pertença, cheios de tralha, pesados de coisas que teimamos em transportar por vezes para nada.

Aladin Van-Dúnem


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sentimentos




A dor fica de fora e disto gosto deste velejar sereno entre sensações e sentimentos. De sentir o poder, de me distanciar em tudo, tocar e mudar tudo.

Aladin Van-Dúnem

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Caminhos




Caminhos, estradas percursos e por fim um ponto de esperança...

 Aladin Van-Dúnem


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

domingo, 27 de outubro de 2013

Contacto




Quando vires a desolação, saberás que chegou o momento do cântico. No teu coração soltarás um pedido, uma suplica a Jeová a fonte universal da vida. E terás de estar apenas tu e teu Deus num contacto directo e ele no seu tempo te salvará.

Dedicado a Jeová Deus

Aladin Van-Dúnem


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

No percurso do Jazz




Gosto de pintar como de escutar jazz. No jazz vagueamos sem percurso definido, sem questões só no sabor. É a liberdade que se deseja sempre presente nos acordos de qualquer instrumento. Da Percursão ao Trombete, do Clarinete ao Piano, do Baixo ao Contra-baixo... todos eles se libertam, se perdem, preenchendo o nada com mestria e profundidade. Deixando o espaço perfumado e o dia na noite, onde nos é interdito estar sem estar, ser sem ser, viver por viver.


Aladin Van-Dúnem

sábado, 5 de outubro de 2013

Tudo a dois




Um só dia é o necessário para preencher o vazio, moldar os teus olhos aos meus, aprender o idioma escondido nos teus sonhos. Um só dia em que fazenos tudo a dois, sem pesos, sem culpas, nem ressentimentos, um dia onde a pressa ficou á porta.

Aladin Van-Dúnem


Serpentear




Alvoroço das cigarras, nadar dos peixes, serpentear dos dias, aproximar dos anos, a mesa vazia, a serenidade das velas, a distancia do amor, a sombra do carvalho centenário, na tarde fria.

Aladin Van-Dúnem


sábado, 28 de setembro de 2013

Circulo



Na rua as coisas são feitas de quase nada, tudo importa, tudo conta, passo a passo, dia a dia, faz-se do pormenor algo transcendente.

Aladin Van-Dúnem